O que estamos fazendo?

O propósito deste blog é servir de diário (na tentativa de reavivar aquela blogagem marota, raiz, sem qualquer pretensão) e de lugar para organizar o pensamento. Ando fraco no quesito de diário, sei, mas realmente é uma dificuldade a ser trabalhada. Quanto aos ensaios, tem muita coisa que quero escrever, mas também é complicado: primeiro, … Sigue leyendo O que estamos fazendo?

Niñería

Cuando aún niño era me pregunté, absorto ante mi duda, "si democracia es seguir la voluntad de la mayoría, qué ocurre si todos eligieran dictadura?" El rompecabezas mucho me inquietó, hasta que... hasta que me enfadé y dije a mi "es paradoja absurda, insoluble, no pienses en tonterías" Hoy veo la paradoja hacerse viva, el … Sigue leyendo Niñería

O dilema dos professores da internet

Esse texto estava na geladeira. Havia desistido de publicar, mas hoje o próprio motivo de eu o ter congelado comprovou o ponto que eu queria defender. Antes de tudo, preciso deixar algo claro: eu era um otimista; achava que a internet nos traria o paraíso terreno, desencadeando uma era de sabedoria e iluminação. Ingenuidade pouca … Sigue leyendo O dilema dos professores da internet

A perniciosa ofuscação entrincheirada na prosa filosófica

Tradução do artigo de Ethan Milne de 31 de julho de 2020. Ou: por que a escrita filosófica deveria ser mais acessível O principal trabalho de um filósofo é escrever. Publicar artigos de alta qualidade nas melhores revistas requer a capacidade de escrever muito. Entretanto, a filosofia é famosa pela má escrita. É comum na … Sigue leyendo A perniciosa ofuscação entrincheirada na prosa filosófica

Por favor, vocês são melhores que isso

Eu sou um nerd de idiomas (RIP, Nathalia), eu sinto um prazer enorme em estudar outras línguas, explorar as minúcias e particularidades de outras culturas. Não é surpresa, pois, que eu consuma uma caralhada de conteúdo sobre aprendizado de idiomas. Nada mais natural. Pois é, mas eu vejo um erro permear grande parte dos discursos … Sigue leyendo Por favor, vocês são melhores que isso

A falta que as olimpíadas fazem

Eu gosto bastante das olimpíadas. Adoro. Há algo na estética de um ritual periódico — que une todos os povos para uma comunhão pacífica — que muito me atrai. Os sonhos de cooperação global, ajuda mútua, resolução não violenta dos conflitos, fraternidade universal... se reavivam cada vez que ouço o hino olímpico tocar. Sim, muito … Sigue leyendo A falta que as olimpíadas fazem

O ar está irrespirável

Fico estarrecido com o furioso sono das instituições brasileiras. Fico intrigado com a incapacidade de articulação da sociedade civil. Talvez a segregação explícita seja de fato menos pior que a instauração de um mito de miscigenação e democracia social. Os Estados Unidos conseguiram usar a morte — registrada e televisionada — de um cidadão negro … Sigue leyendo O ar está irrespirável

Ambiente de trabalho à la Google

Resposta a professor (sim, de novo).O que Elton Mayo demonstrou é que o melhor carrasco é o interior. Se a chamada “Teoria Clássica” reflete a mentalidade de uma sociedade disciplinar, a “Teoria das Relações Humanas” deriva de uma sofisticação do processo de exploração do trabalho alienado, calcada na internalização da vigilância e da punição. Sob … Sigue leyendo Ambiente de trabalho à la Google

Contra uma academia empreendedora

Resposta a um professor meu que abraçou vigorosamente o zeitgeist.Boa tarde. O senhor me pediu semana passada que falasse sobre minha experiência como pesquisador, mas, infelizmente, ocorreu alguma falha desconhecida com o meu microfone e, portanto, venho compartilhá-la apenas agora. Vou pedir licença para retomar alguns questionamentos que o senhor levantou antes na aula, mas … Sigue leyendo Contra uma academia empreendedora